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domingo, 8 de abril de 2012

Da Páscoa

Este ano é diferente. É igualmente a primeira de muitas das datas em que não estarei presente junto de mais um momento em família. E isto começa a maçar, a ideia de que a mudança é definitiva, que falharei as próximas Páscoas, os próximos Natais, os aniversários daqueles que me são mais queridos. E a certeza de que muitos desses momentos serão partilhados com desconhecidos que se tornarão quase uma família. 

Hoje é manhã de domingo de Páscoa. Aqui não há sol, nem cheiro a pão-de-ló, nem queijo da Serra, nem amêndoas. Não se ouvem foguetes, o compasso não toca o seu sino e as gentes ainda dormem. Há cheiro a rolo de carne assado, bolo de chocolate e pudim de croissant, para lembrarmos um pouco os cheiros familiares. Haverá uma garrafa de vinho maduro aberta sobre a mesa, sorrisos e partilha. Mas nada disso invalida o conforto de estar com aqueles que amamos.

Hoje o dia não será fácil. Mas é um dos revés que tenho de enfrentar para tentar ser feliz!

Um beijinho para todos, cheio de carinho. Boa Páscoa!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por que prender a vida em conceitos e normas?

Não gosto de estereótipos, porque não compreendo que se possa reduzir a uma característica toda a essência de uma pessoa. Se é loira, não é necessariamente burra. Se é informático, não tem de ser nerd. Se é enfermeira, não tem de ser uma pin-up girl. Se é um homem de sonho não tem de ser alto, loiro, forte e de olhos azuis. 

 Prefiro alguém engraçado e de riso fácil do que alguém lindo. Prefiro um homem que sai com os amigos, que não vive em função de mim ou de nós, que adora um bom copo e, às vezes, até passa os limites, que gosta de desporto e assume que prefere ver a bola do que falar de livros, que não gosta de vestir um fato, que acha que fazer a barba é uma chatice necessária e que não sabe qual a marca de perfume que uso. Prefiro um homem que saiba que os pequenos prazeres da vida são aquilo que nos faz gostar de viver: comer, dormir, rir. Um homem que quer viver despreocupada e saudavelmente. 

 Não tem de ter músculos definidos, olhos azuis e cabelo louro; pode até ter uma barriguinha saliente, olhos castanhos banais e pouco cabelo. Não tem de ter o melhor emprego do mundo, apenas fazer aquilo que gosta com inteligência e saber. Não tem de ser o Mr. Right aos olhos dos meus pais: pode fumar, beber e até dizer uns palavrões de vez em quando, especialmente se a vida lhe corre mal, porque de certeza que noutros momentos me compensará com o seu humor. 

 Basta que seja feliz e que me faça feliz. 


 Inspirado num texto de Arnaldo Jabor.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sem compromissos.

O filme No Strings Attached ou Sexo sem Compromissos estreou dia 10 de Fevereiro e hoje ainda olhei duas vezes para ele em cartaz antes de comprar - tão acertadamente! - o bilhete para O Discurso do Rei. Sei que a história é sobre dois amigos que se divertem numa amizade colorida e depois, dêem vivas à originalidade - se apaixonam. E depois?

Depois conversa-se. As mais devassas deverão certamente rever-se na personagem feminina, os garanhões farão comparações positivas entre si próprios e o Ashton Kutcher, as vantagens são inúmeras:  fazem bem elas, é tão bom o sexo sem compromisso, um relacionamento é um cabo dos trabalhos, tens o prazer do sexo sem os aborrecimentos de uma namorada, porquê estar sempre com a mesma pessoa se podes estar com essa e com outra?

Mas são esses mesmos que acordam sozinhos todos os dias, mesmo que acompanhados por uma cara que não conhecem o nome nem os sentidos. São esses mesmos que, saltitando despreocupadamente de cama em cama, não conhecem como é bom a certeza de um sentimento, a segurança de um companheiro ou a partilha de um amor. São esses mesmos que, no final da sua vida, olharão para trás e terão prazer em vez de felicidade. Eu cá prefiro a felicidade.

Ah, pois... somos tão bons na teoria!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Apetece-me dizer que...

Tenho os melhores pais do mundo. As únicas pessoas com quem consigo conviver todos os dias, capazes de me aturarem as neuras, conhecerem as manias, amparem as angústias e suportarem os ataques de mau-feitio. E, por hoje, muitas lágrimas foram enxugadas pela mão da minha mãe e pelas palavras de conforto do meu pai, sinto que ali, junto daqueles dois, eu sou sempre feliz.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fotografias

Hoje espalhei fotografias por todo o meu quarto, enquanto as revia lentamente, uma a uma. São as fotos que me fazem ficar presa ao passado por uma teia de saudade. E chega a nostalgia, a pena e a inquietude de espírito. Voltei a guardá-las, porque não posso, nem quero viver no passado. Viver do que já foi é correr atrás do vento, é agarrar água numa mão fechada. Guardei-as e não quero mais revê-las em saudosismo. 
Hoje é o presente, amanhã é o futuro. E no futuro sempre haverá brisas novas a espreitarem por qualquer janela. 

domingo, 4 de julho de 2010

O meu pai.

O meu pai fez cinquenta anos ontem. E, mais uma vez, percebi o quanto aquele senhor me influenciou a ser como sou. Ontem, nos prazeres dos sabores e da música. Mas, sei, partilhámos mais do que isso. E eu não sou quem eu sou sem ele. Parabéns paizinho!

[e, nos entretantos, escrevi e apaguei tantas palavras. Elas diziam o quanto eu gosto dele, do meu pai. O quão ele é importante para mim. O quanto sortuda sou por ter um pai assim, como o meu, que me ama, que me protege, que me ensina a viver e que, de forma intencional ou não, me fez pelos seus moldes. Amo-o muito, por mais piroso que pareça o sentimento escrito nesta palavra]


domingo, 24 de janeiro de 2010

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Como se diz quero-te?

Ela pegou no telemóvel e escreveu apenas Quero-te numa mensagem que ficou por enviar. Pensou adicionar-lhe alguma poesia mas já aprendeu que a vontade faz-se de palavras cruas e espontâneas. Naquele dia, não queria romance, nem conversas, nem mimos, nem amor. Queria-o a ele, na sua boca, ao som de murmúrios e prazer. Queria-o mas por não saber como lhe dizer, guardou o telefone e foi para a cama. Sozinha.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Podia ter sido assim.

- Não obrigada, deixa estar.
- Deixa, eu não vou a lado nenhum. Sei que é um momento difícil, estás triste.
- Oh não se passa nada, eu estou bem. Sou óptima a resolver problemas.
- Pára! Pára de te fazeres forte. Estás a falar comigo, conheço-te. Sei que, por detrás dessa carapaça, estás triste e zangada. Deixa-me cuidar de ti.

...

Ela continuava a movimentar-se, agitada, entre lágrimas mas como se nada tivesse acontecido. Ele aproximou-se e ficou. Ela tentou esquivar-se da sua presença. Ele agarrou-lhe no braço. E ela ficou, apertando o seu corpo contra o dele. Ficaram assim durante tanto tempo que nem sabem quanto. Quando ela finalmente se acalmou, sentaram-se e conversaram a noite inteira. Ela abriu o seu coração, falou e chorou como nunca antes o havia feito. E, a partir dali, a cumplicidade foi sempre mais forte que as palavras.

...

Podia ter sido assim.