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quinta-feira, 31 de março de 2011

À amizade!

O mesmo bar, as mesmas pessoas, algum tempo de intervalo entre aquele momento e o último que podíamos contar. Contámos as novidades, o que fizemos, o que queremos fazer, falamos de tudo e mais alguma coisa, surpreendemos e fomos surpreendidos. E, embora o tempo que não estamos juntos, os meses de ausência, as semanas sem contacto, os dias sem lembrança, sabemos sempre que cada um de nós estará sempre no mesmo sítio, à sua maneira, com o mesmo sentimento, com a mesma amizade, ostracizando apenas o medo de um dia querer voltar e não haver braços que nos recebam.

Mas nos sabemos que podem passar dias e dias, meses e meses, talvez anos e anos que a nossa amizade partilhada, o carinho gerado e a relação tão arduamente construída, entre felicidades, sorrisos, alegrias mas também choros, zangas e birras, não se perderão. E, com a certeza do mundo reunida nestas palavras, sei que será para sempre, porque amizade assim só poderá ser para sempre.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Hoje é um dia complicado.


Hoje é um dia complicado pela dualidade de sentimentos que gera. Por um lado, estou verdadeiramente triste, como poucas vezes me senti na vida. Por outro lado, sinto-me bem, como que quase feliz. 

Hoje mais três amigos, daquela gente que faz parte da minha gente, de quem sofro as angústias como se as sentisse no meu peito e rejubilo com as conquistas como se fossem minhas, apanharam um avião que os levaria para começar uma nova vida num outro país. A próxima vez que os verei, não sei, poderão passar-se meses ou anos, não sei. E isso entristece-me profundamente.
Acredito porém, porque só assim poderia ser, que a amizade conseguirá sobreviver sem a presença, sem o toque, sem a palavra. Aguardo as suas novidades ansiosamente, espero que me contem que estão bem, que a adaptação foi boa, que estão felizes e que conseguiram tudo aquilo que ambicionavam no momento em que partiram. Que me contem coisas que me encham o coração de felicidade por eles. E por isso não me posso permitir ficar triste quando sei que eles foram à procura do seu sonho, um acto de humildade, coragem, na expectativa de começar outra vez que eu não consigo alimentar. Fico feliz por eles.

Em menos de quatro meses, foram seis as minhas ausências. O Pedro e a Carla. Depois, a Natália, corajosa. Agora, a Daniela, o Ricardo e a Raquel. As saudades matam-se aos solavancos, momentos espalhados no tempo e quase sustenho a respiração de tão ansiosa que estou pela próxima terça-feira para rever os dois primeiros. E conto ansiosamente os dias em que verei novamente os restantes.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ir ou não ir, como pode haver questão?

O tempo deste domingo que tinha tudo para ser bonito está igual ao nosso país, de chorar! E hoje é a Serenata de Recepção ao Caloiro na Academia do Porto. A minha primeira desde que acabei o curso, talvez a última rodeada daquelas pessoas. Mas o tempo está uma real bosta, que é mesmo para não dizer uma merda. E na minha cabeça passou a ideia "mas eu tenho mesmo de ir?". E dizia o meu pai, "se quiseres vais, mas olha que está a chover tanto", como que a dizer-me que ir era uma loucura e que até me tem como uma pessoa mentalmente sã. E a indecisão ficou, ficou... Até que mandei uma mensagem a cada um deles: "sim, vou querida", resposta unânime.

Mas porque caralho me passou pela cabeça que podia não ir? Não posso não ir! Quem sabe quantas mais terei. Quem sabe quando voltarei a ouvir fado académico com eles. Quem sabe até quanto tempo passarei sem os ver nos próximos tempos. Caraças. Hoje não é dia para preguicites agudas da minha parte. Não. Hoje eu vou.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A song that reminds me of someone.

[Cas Haley - Walking on the Moon (acoustic)]

Do amigo que, antes de entrar na minha cabeça, pronuncia sempre um 'diz-me' antecipado. Do amigo, com quem um 'gosto de ti' assim é melhor do que qualquer amo-te. De um amigo que me liga nem que sejam cinco da manhã, porque acredita que os amigos não dormem. De um amigo que, ao olhá-lo, penso que não devia ter crescido nunca. De um amigo que me faz querer manter a ingenuidade, o sorriso de miúda e os pensamentos de teen. De um amigo que me faz acreditar que assim começam as histórias-de-amizade-para-sempre. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Das (minhas) amizades

Eu não mando mensagens de bons-dia. Eu não dou beijinhos e abracinhos. Eu não ligo todos os dias nem mando trinta mil emails só para saber novidades. Eu não alinho em tudo, não vou a todo o lado. Eu não desejo felicidades antecipadas nem ligo propositadamente para dar parabéns. Raramente dou o primeiro passo para combinar encontros. O meu ser amiga colide frequentemente com o meu ser de bicho-do-mato mais vezes do que gostaria.

Mas as pessoas de quem sou efectivamente amiga sabem que, faça chuva ou sol, dia ou noite, estou disponível. Aconteça o que acontecer, estou lá. Seja para aturar uma bebedeira, para enxugar uma tristeza ou celebrar uma coisa boa. E sei que se ligar o 9-1-1 das amizades, tenho do outro lado alguém para mim como eu para esse alguém. 


 [What is a friend?]

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amigos.

quantidade não é sinónimo de qualidade [repetir]. alguns que não estão comigo fazem-me tanta, mas tanta, falta. outros absolutamente nenhuma. e talvez seja necessário perdê-los para perceber [em detalhe] quais são.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hoje, um miminho

Às três princesas.
São mais novas que eu três anos, quase quatro para algumas. Conheci-as apenas o ano passado, mas a cumplicidade chegou com uma naturalidade surpreendente, que nos levou juntas numa viagem das nossas vidas em apenas alguns meses.
Elas são amigas entre elas. E eu não sou a amiga do estudo. Eu não sou a amiga com quem elas discutem música nem cinema. Eu não tenho metade da cumplicidade com elas, que elas têm entre elas. Eu não tenho as zangas que elas têm entre elas com nenhuma delas. Mas eu sou uma coisa, a mais velha. A que dá mimo, conforto e sermões. A que dá boleia para casa. A que lhes tenta ensinar umas coisitas.
E, apesar das diferenças, somos amigas e cúmplices. Daquelas que partilham recordações de momentos, viagens e experiências novas. Que partillham dúvidas e alegrias. Que juntam a felicidade de cada uma – eu sei que são felizes, e eu sou feliz! – à das outras, aumentando-a por três, seis, nove e doze. Por isso, princesas pequeninas, que as coisas têm de ser ditas enquanto é tempo, obrigada por serem assim!


Adele - Make You Feel My Love

domingo, 6 de setembro de 2009

Daquilo.

Gosto daquilo. Da cumplicidade. Do carinho. Do quente. Dos sorrisos. Da conversa. Do ambiente. Das gargalhadas. Da partilha. Do dar-me a conhecer. E do conhecer. Do perceber-me. E do perceber. De me inquirir a mim mesma. De me fazer crescer. Gosto. E pronto. Simples. Como eu não sou.

sábado, 25 de julho de 2009

A noite

de ontem. Dificilmente consigo imaginar melhor forma de iniciar as minhas férias de Verão 2009. Duas guitarras, três pessoas talentosas, seis amigos. Um jantar delicioso ao ar livre. Ar fresquinho, entrecortado por uma brisa agradável. E dois anfitriões muito simpáticos.
Obrigada pelo momento.

muach*

domingo, 28 de junho de 2009

Leões

É a fonte mais imponente que os meus olhos jamais verão. O estatuto soturno de quatro leões, que observam com olhar superior o recinto, é observado pelas pessoas que estacam, espantam-se e retomam a pasmaceira dos seus dias.

Estive lá há dias. Eu, ele e ele. Nós. Fomos lá, em prole daquele orgulho desmesurado que sentímos quando vestimos aquele traje negro e aprendemos a salvar o mundo do seu destino por quinze minutos que seja. E na Fonte dos Leões, por tudo aquilo que representa, tudo aquilo que já observou e pelos segredos que vai sempre guardar, deixámos a alma de molho. E ganhámos um novo folêgo, para continuar em frente.