As férias foram cá dentro, num lugar onde apenas se vislumbravam resquícios de modernidade. E eu, como sempre, dos píncaros do meu pessimismo citadino, fui reticente, muito. Apesar disso, foram dias aprazíveis, com praias e castelos, barragens, banhos de rio, montes, lágrimas e sorrisos, companhias. Foram muitos dias sem telemóveis, sem internet e sem chuva na televisão. Dias em que o tempo se media pelo sol e as horas se contavam pelas badaladas do sino. Almoços e jantares com outro sabor, seja pela água da fonte para a mesa, pelos legumes apanhados imediatamente antes de irem para o tacho, pelo pão acabado de sair do forno, seja pelas alheiras feitas pelas mãos carinhosas e preocupadas de uma avó. Momentos de silêncio em que a consciência está à tona ou então de calor e generosidade com as pessoas da aldeia. Se calhar, voltava lá novamente.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
domingo, 22 de novembro de 2009
Uma saudade pequenina.
Por várias vezes, me deu umas saudades destes dias, daquelas apertadinhas, acompanhadas por um sorriso autista, só possível de ser partilhado com quem partilhou os mesmos dias.
Bem sei que o que passou, passou e o tempo não se vai compadecer de corações com saudades e recordações felizes. Aqueles instantes não se vão repetir, nem que voltemos os seis à mesma cidade, visitemos os mesmos locais, façamos tudo aquilo que fizemos. Nada será igual, bem sei.
Mas não será por isso que deixarei de sentir a falta do que senti naqueles momentos. Recordações de alegria, de loucuras, de juventude, de ser-se como se é, do mais puro à tona.
E é disso que sinto saudades.
Bem sei que o que passou, passou e o tempo não se vai compadecer de corações com saudades e recordações felizes. Aqueles instantes não se vão repetir, nem que voltemos os seis à mesma cidade, visitemos os mesmos locais, façamos tudo aquilo que fizemos. Nada será igual, bem sei.
Mas não será por isso que deixarei de sentir a falta do que senti naqueles momentos. Recordações de alegria, de loucuras, de juventude, de ser-se como se é, do mais puro à tona.
E é disso que sinto saudades.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
1. Do outro lado de lá: Da chuva
Começou a cair, depois de um breve aviso, que resolvemos ignorar. Não trazia com ela angústia e muito menos medos, apenas a esperança de um tempo mais fresco. E que bem nos saberia.
Os pingos caíam rapidamente e com a força de tempestade, dando lugar a mais e novos. A chuva descia, descia. E as almas começaram a refrescar-se. A chuva criou novas histórias e deu alento às velhas. A chuva renovou expectativas e modificou situações. A chuva foi festa, deixou rasto de alegria. A chuva gerou um suspiro de satisfação e deleite. A chuva foi um mimo para a alma, um sensorial quase palpável. A chuva fez chover recordações.
Os pingos caíam rapidamente e com a força de tempestade, dando lugar a mais e novos. A chuva descia, descia. E as almas começaram a refrescar-se. A chuva criou novas histórias e deu alento às velhas. A chuva renovou expectativas e modificou situações. A chuva foi festa, deixou rasto de alegria. A chuva gerou um suspiro de satisfação e deleite. A chuva foi um mimo para a alma, um sensorial quase palpável. A chuva fez chover recordações.
sábado, 5 de setembro de 2009
Uma semana depois.
E temo que tudo o que tenha a dizer não caiba em palavras. À espera das recordações fotográficas, não vá a memória das emoções trair-me.
[seguir-se-ão vários post's acerca de dias a não esquecer]
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
(quase) segredo
Giulia y Los Tellarini - Barcelona
(self-note: nunca ponhas uma música em formato .mp3 no blogue. Lembra-te que este post foi um exercício aterrador de paciência e persistência)
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